terça-feira, 25 de outubro de 2011

O amor [...] ele é sempre pobre, e longe está de ser delicado e belo, como a maioria imagina, mas é duro, seco, descalço e sem lar, sempre por terra e sem forro, deitando-se ao desabrigo, às portas e nos caminhos, porque tem a natureza da mãe, sempre convivendo com a precisão. Segundo o pai, porém, ele é insidioso com o que é belo e bom, e corajoso, decidido e enérgico, caçador terrível, sempre a tecer maquinações, ávido de sabedoria e cheio de recursos [...] de modo que nem empobrece o Amor nem enriquece, assim como também está no meio da sabedoria e da ignorância.'
                                                                                                                   181011f

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